Quanto vale minha alma diante de tanta dor? como posso reerguer-me sendo eu tão fraco. Doem dores que sinto esmagar-me pouco a pouco. como um tornado de tristeza sufoco-me em meus horrores. Não há nada, não há ninguém, não há começo, meio ou ainda um final. O tempo é relativo, e quando se doem as dores da alma ele é eterno. Posso eu como lutar com a angustia, posso eu negar que alguém sussurra em meus ouvidos a paz de morrer a si mesmo. Nada é tão triste quanto a solidão. estive eu só por muito tempo, e me achei, mas ainda estou só. E é algo que jamais poderei mudar. Os vultos, as angustias, o frio e o medo.
São duas almas em mim, a que é amor e a que é só medo. Porque mesmo com medo há amor em mim, e mesmo em amor o medo me abraça, sempre e constante, como fogo que queima no peito. E doe, doe a dor de está só. Ela só doe.
É para falar da vida no simples ato de vive-la, é pra dizer as bobagens mais absurdas que fazem toda a diferença na hora de ser feliz, é só para ser o que você é!
domingo, 29 de março de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
...
Ano novo, e nada muda, assim como as dores no peito. Elas não
passam só gritam mais baixo e adormecem mais cedo. Tentamos reagir, e deixamos
de lado a maior parte dos medos, porque é esse o segredo. Nos dizem como
esquecer e tentam nos convencer que tudo vai passar. Mas não passa, só se
esconde a dor, que se refaz a cada
decepção de amor.
Tão fácil falar, difícil é tentar, é como tocar na ferida
mais profunda que há. Tão perto de esquecer, tal como respirar, preciso de
você, mas não é permitido chamar, por você.
Olho o vento e não vejo, só consigo sentir...
AFS
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Sentir/Agir
Sentimentos, todos tão confusos que as vezes só o que
queremos é não senti-los. Mas o que seriamos sem eles? Seres frios talvez,
racionais ou lógicos. Provavelmente existe dois lados dessa moeda, torna-se tão
difícil viver em meio esses insanos altos e baixos que podemos dizer que nada é
mais complicado e incalculável quanto o que sentimos. Uma mescla da alegria e
raiva, amor e medo, sorrisos e lagrimas, onde uma única palavra desencadeia
reações inúmeras que não podemos controlar no ápice dos acontecimentos, que
provavelmente evidenciam o quanto é difícil ter autocontrole na complexidade
dessa existência. Mas e depois? Depois da variável explosão de sentimentos múltiplos,
o que nos resta? O que sobra quando a sanidade e a lógica perdem todo o espaço
para o emocional altamente falho do ser humano. Particularmente creio que
reerguer-se é a forma mais nobre de lidar com a derrota de “se deixar levar”.
Existem milhões de formas de se deixar levar, por amor, por medo, por raiva,
por preocupação, ou por todos eles juntos, no fim das contas, magoamos a outras
pessoas e a nós mesmos, nos ferimos e nos tornamos nosso pior inimigo. Não há
como esperar perdão de quem ferimos se não podemos nos perdoar. Nem tudo que
fazemos é por maldade, crueldade ou falhas de caráter, as vezes e arrisco dizer
que na maior parte delas, fazemos por impulso. Não justifica, porem não
condenar-se é o caminho mais digno para uma recuperação de ações que nós mesmos
julgamos impróprias. Não se engane, todos nós perdemos o rumo em um momento da
vida, ou em vários, a diferença é como decidimos lidar com isso futuramente,
como decidimos agir na próxima vez que percebemos uma explosão sentimental
imediata, e pessoalmente eu ainda acredito no pedido de desculpas. Mesmo que a
maior parte das pessoas com quem mantive convívio não parece levar “ele” a
serio.
AFS
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Precisamos do queremos?
Acho que o fato das coisas não serem como imaginamos ou
planejamos, é provavelmente uma das maiores decepções da vida. Antes de dormir,
ao fechar dos olhos a maior parte de nós faz planos sobre momentos e pessoas
que não podemos de forma alguma controlar. É talvez uma das mais de mil
maneiras de consolo que buscamos para as nossas mais diversas transgressões.
De qualquer forma,
lamentar o que não temos é um gesto inútil diante da vida, podemos enfim tentar
ter aquilo que não nos cabe?
A vida não é o tipo de jogo que se pode voltar “casas” ou “avançá-las”.
Na maior parte do tempo o lamento inibe a realidade da situação. Quem sabe
temos exatamente o que queremos, mas quem sabe não da maneira que planejamos. Por
um segundo, só por um segundo, pense na pessoa que você mais ama na vida e de
como ela chegou ate você, pense nas circunstancias da situação e de que forma
você aprendeu a amá-lo.
Será mesmo que importa tanto a maneira ou o que lhe tem a
oferecer quem você tanto ama?
Como as vezes nos perdemos de nós mesmos, fica difícil saber
pelo que devemos ou queremos ser gratos. Momentos ruins são mesmos tão ruins
assim? Pessoas que te magoam não te deixam mais fortes? Os que mentem não te
ensinam o valor da verdade? Aqueles que nos deixam ou são tirados de nós não
marcam o valor de uma existência?
Como seres humanos, temos o direito de errar e de desejar o
que não temos. Mas daí focar nossa curta existência nesse plano,
no adquirir de
futilidades...É só uma opinião, mas me parece que temos da vida e de nós mesmos o que precisamos. Mas não precisamos necessariamente de tudo que queremos.
AFS...
domingo, 26 de outubro de 2014
As vezes agente vive sem nem mesmo perceber que deixamos
passar os momentos mais lindos da vida. Sabe, poucos de nos tem o discernimento
para viver sem que nos escape as coisas mais simples e belas, aquelas quais
provavelmente lembraremos minutos antes de partir. Um sorriso, um abraço, um
simples afago que diz mais sobre quem
somos do que os minutos que passamos estudando as coisas que precisamos para enfrentar
esse mundo. A tempos a maioria de nos não dedica um tempo em especifico para
amar. Não me levem a mal, quando uso a palavra amar não me refiro apenas ao
amor que se entrega a um relacionamento, mas o tipo de amor que abrange sua
vida por completo. Amar a vida e tudo que ela nos oferece com a maior
sinceridade que se pode ter em um coração.
Normalmente agimos de forma defensiva, por vários motivos
que a convivência e experiências vividas nos proporcionam. Talvez, só talvez,
quase todos nós já arriscamos algo por amor e no fim tenhamos nos arrependido,
não por que não valeu a pena, mas por não terminar da forma esperada.
Particularmente, admiro aqueles que se jogam de cabeça nas
suas mais profundas experiências em busca da satisfação da alma, resta ainda um
traço de tristeza por conta daqueles que ainda que tentem fortemente não
conseguem se libertar dos laços que os prendem nas conseqüências do passado.
Não que pensar antes de agir seja ruim, mas o tempo para nos é mais curto do
que podemos crer, e as dores que ensinam a nós a frigidez da vivencia com
outros seres como nós é assustadora e ficar inerte em quanto o tempo passa não
faz de nós seres vivos, mas seres sobreviventes. E convenhamos, entre o viver e o sobreviver existe uma grande diferença.
Porque é tão importante nos resguardarmos em nossa redoma
emocional?
A simplicidade provavelmente é o mais perto de liberdade que
a maioria de nós chega a conhecer. Provavelmente se tentássemos agora lembrar
do momento mais feliz que tivemos na vida seria algo tão simples quanto subir
ate o alto de uma arvore no quintal da sua vó.
Enfim, me pergunto então: Valerá apena essa correria por
coisas fúteis do nosso dia-dia? Terá um sentido a marca das roupas que vestimos
segundos antes do nosso ultimo suspiro? Será um não orgulhoso tão satisfatório quanto
um sim sincero de sua própria vontade?
Tiremos da nossa mente a idéia infame de uma vida feliz,
felicidade não é inteira. Mas provavelmente podemos construir a própria aos
poucos. Se formos seres que vivem, porque não dividir os momentos mais simples
que te trazem um sorriso com alguém especial, alguém que por mais que não permaneça
em nosso caminho por muito tempo valera apena lembrar que um dia estiveram
juntos. Seja na alegria de uma vida em anos ou no infinito de algumas horas. Porque
não é quanto tempo dura, mas quanto significa para nossa vida.
Termino aqui com uma pergunta simples como as palavras
descritas acima: Você já amou hoje?
AFS...
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Há culpa...
Somos todos iguais e ainda assim, evidentemente diferidos...
O que nos difere? Essa é a questão, ou
ao menos deveria ser. Talvez não sejam nossas igualdades que nos torne
realmente parecidos ou humanos. Talvez, sejam apenas as formas como lidamos com
os sentimentos involuntários e insolúveis dentro de nós. A dor, o medo, a
solidão, o amor, a fé, a felicidade, a raiva, o próprio ódio, talvez pudesse
listar pelo menos mais uns dez. É bem simples entender, na verdade, é muito
mais simples do que parece. Cada um age como foi programado pra agir, não é um
mistério, nem um empasse, são apenas humanos sendo humanos. Mas a verdade é que
seja qual for o sentimento, há uma única certeza, uma hora vamos errar, e isso
vai parecer maior do que realmente é. A culpa é a maior vilã de todas, o pior
dos castigos, a maior das punições, por que a culpa nós consome, e quando se
erra e se sabe que errou, e tem ainda a garantia de que além da sua própria dor
provocamos a dor de terceiros, a culpa parece maior ainda, parece não cessar. A
culpa incomoda tanto, mas só depois que adquirimos uma coisa maior ainda que
ela, a consciência do tamanho dos erros que cometemos. Mas, enfim, tudo passa,
e essa dor não é diferente pois ela passa. A dor de errar, mas só quando somos
fortes o bastante pra admitir um erro, seja ele qual for, admitir e remediar,
por que na qualidade de humanos jamais poderemos preveni-los, não poderemos
evita-los, mas talvez possamos conviver com eles e as lições que nos ensinaram,
as lições que fazem de nós seres em evolução, afetiva, emocional, informal e
frequente evolução, ou as vezes só aprendemos com nossos erros.
terça-feira, 3 de abril de 2012
A falta de memória, prolonga minha vida!
Faz alguns anos, que ficou claro e eminente a eficácia da falta de memória na minha vida. È bem lógico, não é, qual o ponto que desejo expor aqui, qual o objetivo desta postagem. Desde que nos reconhecemos como ser, individuo, como gente, sabemos que queremos o que cada um ambiciona e reformula de forma pessoal que é o "respeito" ou oque assim nomeamos. O fato é, a analise de respeito, varia, sendo assim a forma como qual ofendemos a honra de um próximo individuo também!
Sendo assim, podemos ver desta forma, o que para mim é desrespeito, para você não é! certo?! Mas até onde o transtorno de não aceitarmos aquilo que nós estabelecemos como certo e errado, nos leva.
Todas as vezes que se ouvi uma ofença, uma piada infame ou um insulto proposital, todas as vezes que mentem sobre você, sobre quem você é, e sobre o que você faz, isso provavelmente te irrita. É mais que normal ficar frustrado com esse eventos comuns ao ser humano, a diferença está no que fazemos depois, nas palavras e atitudes que tomaremos.
A razão dos homens diz: " Tirar satisfações, é o correto!"
A razão da sociedade diz: "Esclareça isso."
A razão que leva a felicidade diz: " ESQUEÇA!" isso mesmo, esquecer é o caminho mais rápido para ser feliz, para simplesmente ser você, sem a influencia das opiniões exteriores!
Não é simples, mas depois de um tempo, já não incomoda mais as opiniões hipocritras dos deficientes de mente que por sua vez, insistem em reter de forma insuficiente a atenção que lhes foi negada quando crianças.
Muitos, já pregaram essa teoria! Ela pode ser entendida desde, "perdoe seus inimigos" até " você é um ser superior". De qual quer forma, esquecer os deleites sugestivos de quem não consegue ser como você, e por isso o critica, é certamente a única maneira de viver mais tempo, sem qualquer incoveniência de perda de sono, apetite ou razão!
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